segunda-feira, 24 de setembro de 2007

tudo que preciso

Já nem sei do que vale
essa busca incessante por felicidade
se ela é bem mais um barco
do que propriamente uma cidade...

Um barco que aparece numa tarde
e convida para um passeio agradável e inseguro
uma viagem ruidosa que se acaba sem alarde
e sem certeza de que haverá outra no futuro

Já nem sei do que vale
essa busca frenética por amor
se ele é bem mais um oceano
do que simplesmente uma flor...

Um oceano que respira durante a noite
enquanto manhãs sadias descansam
reclusas, trazendo cura onde houve açoite
e forças extras para os que avançam

e tudo que preciso é de um barco no meio desse oceano
um barco que me leve, me lave a alma, sem freios e sem medos
um barco que me cause satisfação, ainda que cause dano
que seja forte, ainda q sua força se despedace frente aos Rochedos

(inevitáveis armadilhas da vida e do engano...
ainda assim, meu corpo flutuará por esse Oceano)

Alan F.R. Medrado 13/08/2007

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